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5 dicas para não errar na aplicação de defensivos agrícolas

5 dicas para não errar na aplicação de defensivos agrícolas em Macapá

1 – A hora certa de aplicar

Rosa explica que o ponto certo para iniciar a aplicação é quando o índice de área foliar está em torno de dois metros quadrados por um metro de solo. “Nesse ponto, se o pulverizador estiver bem regulado, é possível uniformizar a aplicação”, diz o consultor. Ele acredita que em mais de metade das fazendas brasileiras a aplicação não é realizada de maneira uniforme. “Por isso, precisamos treinar os profissionais para entenderem o pulverizador”, afirma. Para Rosa, é possível acertar na aplicação com foco em três p’s: pulverizador, profissional e produto.

2 – É preciso regular o pulverizador corretamente

O pulverizador precisar passar por uma revisão e ser regulado de acordo com as condições da lavoura. O ideal é que a ponta de pulverização esteja com a pressão adequada, para que a gota tenha um tempo de umectação ou evaporação longo e o defensivo consiga chegar na folha da planta e garantir a proteção adequada. “É importante levar em consideração o volume de produto para o volume de planta”, diz Rosa.

 

3 – Cálculo certeiro de volume e gota

No mercado, estão disponíveis simuladores e tabelas que auxiliam o produtor a verificar se a quantidade de produto e a velocidade de aplicação estão adequados para a situação da propriedade, diz o especialista. Segundo ele, temperaturas mais altas exigem gotas maiores. “Não recomendamos que se trabalhe com temperaturas muito altas, é sempre bom buscar melhores condições”, afirma. Com temperaturas entre 25°C e 28°C e umidade do ar maior que 50%, ele orienta que as gotas menores sejam fracionadas para garantir maior cobertura e qualidade na aplicação.

4 – Busque capacitação

O consultor diz que não adianta possuir um bom pulverizador e produtos de qualidade na fazenda se os profissionais não forem capacitados. O ponto principal é realizar o manejo no momento correto, para evitar que a planta fique desprotegida. “Se o produtor atrasa a aplicação, a planta enfolha demais e fica mais difícil chegar nas plantas inferiores”, diz Rosa. “Queremos que o produtor trabalhe com boas práticas agrícolas para o produto ser mais eficiente e não se perder no meio ambiente, com o mínimo de deriva possível, trazendo benefícios e rendimentos.”

 

5 – Escolha o produto com cuidado

No caso da aplicação em lavouras de soja, por exemplo, é preciso escolher produtos com eficiência comprovada contra a ferrugem asiática e outras doenças, como manchas foliares. “Um produto bom com a dosagem adequada entrega muita qualidade”, diz o consulto. Segundo Rosa, os produtores rurais estão evoluindo e aprendendo muito sobre tecnologias que podem melhor as condições das lavouras, principalmente com informações compartilhadas em treinamentos e dias de campo.